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Depoimento de Denise Amaral


Você vai buscar as crianças na escola, vai ao supermercado, vai trabalhar, anda o dia inteiro, e nem se dá conta dos movimentos que está fazendo. Você pensa, seu corpo obedece. Simples assim.

De repente você sente um incômodo qualquer, uma dorzinha, um mal estar - mas não se entrega. Continua com seus afazeres sem prestar muita atenção àquele sinalzinho que sua mente está lhe enviando, para avisar que alguma coisa está fora do equilíbrio normal.

O problema, então vai aumentando - até que, de uma hora para outra, aqueles movimentos de seu corpo sobre os quais você nunca pensava começam a diminuir. E você se dá conta de que as mensagens enviadas pelo seu cérebro batem de frente com a dificuldade de seus membros responderem.

Buscar as crianças, fazer as compras, trabalhar... Impossível.

Só quando perdemos a capacidade de fazer algo absolutamente normal e corriqueiro é que nos damos conta da importância de cada parte de nosso corpo, e da necessidade de manter todo o nosso organismo funcionando perfeitamente.

Queremos voltar à nossa "normalidade" - e a medicina moderna oferece soluções para muitos de nossos problemas. No caso de uma trombose, os procedimentos necessários não são um passeio no parque. Ninguém gosta de ficar hospitalizado, o tratamento é desconfortável, a família se preocupa, os amigos se envolvem - o desconhecido assusta, e há quem prefira conviver com um problema ao qual já se adaptou do que buscar uma solução que passa pelos becos escuros das sensações desconhecidas.

Quem se arrisca, no entanto, é recompensado não apenas com uma vida normal - aquela que ninguém se preocupa em dar valor quando tem - mas também com uma sensibilidade muito mais aguda para os verdadeiros valores da vida. Enquanto a maioria das pessoas acorda cansada e de mau humor, você acorda extremamente feliz pela possibilidade de se levantar sozinho da cama, e sobre as próprias pernas! Enquanto muitos praguejam sobre o trânsito, as ruas, as grandes distâncias, você sorri por dentro pelo fato de poder ir aonde for necessário, sem precisar que ninguém o ajude!

E mais, o ser humano esquece - e as sensações desagradáveis acabam por se diluir no esquecimento. A mente saudável procura focalizar sua atenção às boas recordações, às boas experiências, e às boas oportunidades que estão à nossa frente.

Não devemos condenar nosso futuro às restrições que sofremos no presente. Se nossa casa está em más condições e se temos os recursos necessários para renová-la, o desconforto de uma reforma não deve nos impedir de usufruir anos agradáveis em uma casa mais moderna, funcional e bonita.

Tudo tem seu preço. Mas algumas coisas na vida são tão valiosas que, por mais que nos custem, sempre valem a pena!

Denise Amaral

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